Câncer colo-retal

O câncer colo-retal abrange tumores que atingem o cólon (intestino grosso) e o reto. Tanto homens como mulheres são igualmente afetados, sendo uma doença tratável e freqüentemente curável quando localizada no intestino (sem extensão para outros órgãos). As estimativas de incidência de câncer no Brasil mostram o câncer colo-retal como o quinto tumor maligno mais freqüente entre homens e 4º entre as mulheres. A maior incidência de casos de câncer colo-retal ocorre na faixa etária entre 50 e 70 anos, mas as possibilidades de desenvolvimento já aumentam a partir dos 40 anos de idade.

Os principais fatores de risco para o câncer colo-retal são: idade acima de 50 anos; história familiar de câncer de cólon e reto; história pessoal pregressa de câncer de ovário, endométrio ou mama; dieta com alto conteúdo de gordura, carne e baixo teor de cálcio; obesidade e sedentarismo. Também são fatores de risco doenças inflamatórias do cólon como retocolite ulcerativa crônica e Doença de Crohn; algumas condições hereditárias (Polipose Adenomatosa Familiar (FAP) e Câncer Colo-retal Hereditário sem Polipose (HNPCC)).

Dieta rica em frutas, vegetais, fibras, cálcio, folato e pobre em gorduras animais é considerada uma medida preventiva contra o câncer de cólon e de reto. A ingestão excessiva e prolongada de bebidas alcoólicas deve ser evitada. Como prevenção para o câncer colo-retal é indicada uma dieta saudável e a prática de exercícios físicos. O câncer colo-retal, quando detectado em sua fase inicial apresenta grandes chances de cura, diminuindo a taxa de mortalidade associada ao tumor.

Pessoas com mais de 50 anos devem-se submeter anualmente ao exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Indivíduos com exame positivo devem realizar colonoscopia. Os indivíduos com histórico pessoal ou familiar de câncer de cólon e reto, portadores de doença inflamatória do cólon (retocolite ulcerativa e Doença de Crohn) e de algumas condições hereditárias (FAP e HNPCC) devem procurar orientação médica. Pessoas com idade superior a 50 anos com anemia de origem indeterminada e que apresentam a suspeita de perda crônica de sangue no hemograma, devem realizar endoscopia digestiva alta e baixa. Outros sintomas para o câncer colo-retal que podem ocorrer são: dor abdominal, massa abdominal, melena, constipação, diarréia, náuseas, vômitos, fraqueza e tenesmo.

O diagnóstico do câncer colo-retal é feito através de biópsia endoscópica com estudo histopatológico. A cirurgia é o tratamento primário para esse tumor, na qual a parte do intestino afetada e os linfonodos próximos a esta região são retirados. Muitos tumores do reto são tratados com cirurgias que preservam o esfíncter anal, através da utilização de grampeadores, evitando assim as colostomias.

Após o tratamento cirúrgico, a radioterapia associada ou não à quimioterapia é utilizada para diminuir a possibilidade da volta do tumor (recidiva). Quando a doença está disseminada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura diminuem. (Fontes: Oncoguia/INCA/IMC)